Thursday, August 27, 2009

Alguém sabe a morada do Plano Tecnológico?

Sempre que faço esta pergunta tenho o endereço web como resposta: http://www.planotecnologico.pt
Mas se em vez disso perguntar pelo Ministério da Educação, ninguém deixará de responder “5 de Outubro”!

E a diferença é simples: O Ministério da Educação é anterior à geração WEB. Já existia antes disso.
O Plano Tecnológico já nasceu no “nosso tempo”. Tal como o Nespresso ou como a marca de impressoras Brother cuja sede ninguém imaginará a não ser o seu DNS.

Usei esta forma simples para demonstrar a enorme revolução que estamos a assistir de forma consensual.

E esta revolução marca toda a diferença no contexto territorial.
Hoje as organizações têm um endereço web e os seus colaboradores vivem onde mais lhes interessar.

São centenas de estórias que já escutei de instaladores residenciais de internet que andaram no sul e no norte do nosso país a instalar a internet em casas de grandes “carolas”, isto é, investigadores e empresários que operam virtualmente em Londres, Dubai ou Frankfurt conciliando essa actividade com a residência num país acolhedor e solarengo como é Portugal.
Aqui vivem, aqui educam os seus filhos, aqui pagam impostos, aqui consomem, aqui adquirem as suas casas.
Mas se recebermos destes um cartão de visita, teremos uma morada postal e um telefone do mercado onde operam. E um endereço web que é o “head-office” empresarial!

E porque motivo escolheram estes pioneiros da Economia DNS o nosso país para viver?
Seremos a primeira Aldeia Global? Serão a nossa história, a nossa cultura e a nossa tolerância, os condimentos territoriais de um mundo que caminha para a rede?

Monday, August 24, 2009

Autárquicas: A Via Verde e a Via Vermelha

Estamos neste instante a discutir em Portugal os programas autárquicos.
Julgo consensual pensar que o factor chave desses programas será a capacidade de geração de emprego.

Na problemática do emprego, a arte consiste em encontrar um projecto que permita explorar ao máximo as competências dos trabalhadores para que os próprios e a sociedade absorvam um maior valor acrescentado das suas contribuições.

Mas, apesar de tudo, há duas vias.

No pressuposto de que a politica é a definição estratégica de um rumo que permita aos empreendedores a exploração de oportunidades, entendo como Via Verde as politicas que permitem a exploração das mesmas e a Via Vermelha a criação de postos de trabalho suportadas directa ou indirectamente nos orçamentos públicos, isto é, quando não têm a capacidade de se submeter ao mercado.

Assim, importa compreender quais as dinâmicas actuais e futuras da economia global e local, e desenvolver um modelo de crescimento alicerçado na atractividade de empreendedores para a sua exploração.
E porque a capacidade de arriscar não está distribuída equitativamente por todos, importa garantir que esses projectos de empreendedorismo consigam ainda absorver a mão de obra disponível local.

Recomendação de leitura: Empreendedorismo: O Software Territorial

Friday, August 21, 2009

O dia do caixote!

Um dia que nunca esquecemos!
As causas são as mais variadas: Decidimos por um novo rumo profissional; Redução de pessoal na organização; Fim de estágio; Algo correu menos bem com a nossa prestação!

Mas o dia do caixote é uma das experiências mais enriquecedoras que temos em vida.
Se dúvidas restassem, o olhar macambúzio daqueles que desconhecem esta experiência dissipava-as.

É um momento que define o novo ciclo das nossas vidas profissionais. Deixamos para trás uma marca, uma função, uma filosofia, uma equipa.
Pela frente temos uma incógnita tanto maior quanto a surpresa de tal momento.
A procrastinação ataca os mais novos com o síndrome da falta de experiência e os mais experientes com o síndrome da idade!

Uma boa estratégia faz milagres por nós. Centrar a atenção naquilo que mais gostámos de fazer, nas organizações com as quais nos identificamos, sentir e compreender o nosso espaço no mercado.
A partir daí temos as linhas mestras para desenhar um futuro mais risonho que o passado. Porque as crises escondem sempre uma oportunidade que podemos e devemos aproveitar.

As Redes Sociais ajudam-nos na visibilidade. Mas antes disso devemos pensar na construção da nossa marca pessoal e no respectivo posicionamento no mercado.
Um factor facilitador será a inauguração de uma nova actividade económica de que possamos ser lideres (Câmara, António).

O resto está nos livros: Criatividade; Suor; Determinação; Determinação; Determinação!

Saturday, August 15, 2009

Rede Social de Empreendedores

Esta semana foi marcada por um nr que perturbou a maioria dos portugueses: 500.000 desempregados.

Já escrevi neste espaço sobre a necessidade de reconversão da mão de obra pouco qualificada em actividades com futuro.

Esta crise está apenas a corrigir erros da economia real: A fechar industrias que perderam competitividade e não encontraram vias para a sua redinamização; Empresas que sobreviviam de forma deficiente e que estas marés vivas precipitaram a sua demolição.

As empresas “morrem” mas as pessoas não. E essas pessoas saem destes processos com uma renovada visão daquilo que pode ser o seu projecto profissional.

Mas o inicio de uma actividade de empreendedor pode ser para muitos uma enorme incógnita. Porque entendem que qualquer negócio implica elevadas injecções de capital ou por desconhecerem os seus potenciais mercados.

Para abreviar esses receios e ajudar esses desempregados a reconstruirem o seu projecto propôe-se a criação de uma Rede Social de Empreendedores onde empreendedores, business angels, associações empresariais e demais actores se reunem para dinamizar esses novos projectos.

Achar que esta é uma boa ideia e nada fazer para a alicerçar não é o apoio que estes desempregados precisam! :-)

Sunday, August 2, 2009

Please note my mobile number!

Não sei definir o nr de ocasiões em que apoiei turistas em Portugal a organizar roteiros de visita ou a traduzir ementas gastronómicas. Pessoas que conheço entre restaurantes e estações de combustíveis onde os primeiros minutos de conversa são decisivos para compreender as suas motivações.

Palavra puxa palavra – e em quantidade quando os interlocutores gostam de compreender outras culturas – e revemos nesses turistas os mesmos objectivos que os nossos: Visitar outros países e serem bem recebidos!

Portugal tem um cartaz de excelência: Óptimas condições climatéricas; Segurança; Um povo acolhedor e tolerante; Um território com história e em muitos casos bem preservado.

Causo sempre surpresa quando no final da conversa concretizo um hábito da cordialidade empresarial: Faculto o meu email e nr de tlm.

Este acto tem especial importância para estes turistas que sabem que não espero deles qualquer encomenda, mas que essa informação pode ser-lhes útil numa qualquer situação que ambos desejamos que não aconteça, e num território cuja língua desconhecem.

Quando regressam à sua casa têm algumas vezes a preocupação de me enviar fotos do local cuja visita sugeri e uma mensagem de agradecimento pelo “local support” que disponibilizei. Fico a saber que são juízes, investigadores, jornalistas, para citar alguns exemplos.

Esta é a sugestão que deixo neste período de verão em que o turismo vive uma crise à escala global, e em que pequenas iniciativas colectivas têm impactos superiores a campanhas publicitárias de muitos milhões de euros.