Wednesday, August 1, 2012

Novas Comunidades Paralelas

O fenómeno da "economia paralela" é associado aos períodos de crise.
Já as "comunidades paralelas" têm um caracter permanente.

O desempregado que faz uns biscates, pretende complementar o subsídio de desemprego com pequenos extras. Uma ambição legítima, mas economicamente injusta.
O membro de uma seita - religiosa, desportiva ou assumidamente de interesses - procura vantagem para a sua causa em detrimento das restantes: política de terra queimada.

Em Portugal, como na Grécia, cresce o nr. de comunidades paralelas.
São maioritariamente jovens cidadãos que não estão inscritos na Segurança Social, vivem uma economia de subsistência, e o excedente do seu trabalho é aplicado em trocas sem recurso a moeda.

Não existem más intenções nestas novas comunidades. São pessoas que não encontraram outra solução para a sua vida.
Não conseguem emprego, privilégio exclusivo para quem o tem, numa sociedade que substituiu a meritócracia pela antiguidade. E já não esperam pela reforma, pelo que se recusam a financiar a dos outros.
Sentem a necessidade de sair de casa dos seus pais, predominantemente das áreas metropolitanas.

O Estado tem o dever de integrar socialmente os seus cidadãos. Esta desagregação não trará benefícios a ninguém.
Cabe ao poder político a compreensão deste novo fenómeno e identificar instrumentos que evitem esta desagregação social.

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