Sunday, March 4, 2012

A morte do "Fordismo" na Europa: 1913-2012

O dramático crescimento do desemprego traz perspectivas distorcidas sobre o futuro da nossa economia.
Procurar um regresso ao passado é um impulso legitimo, mas despido de razão.

Ninguém deseja o regresso dos pavilhões industriais com centenas de trabalhadores, a executar tarefas repetitivas e despidas de criatividade.

Por isso, o empreendedorismo aparece como a solução para "todos os males": o país precisa de racionalizar recursos, e a oportunidade reside na sua optimização.
A competência para efectuar essa reforma, foi aquela que a sociedade portuguesa mais desvalorizou no periodo democrático.

Esta racionalização, que tornaria o trabalho mais produtivo e permitiria a diminuição da carga laboral por trabalhador, está a provocar outros efeitos perversos, em particular o desemprego.

Cada desempregado saberá aquilo que deseja para si. Mas a oportunidade para desenvolver uma nova actividade profissional, com maior captura de valor, não deverá ser afastada.

Portugal não é um país-produtor a nivel global. Mas pode ser um país-criador!