Saturday, June 16, 2012

Regiões, Sim!

O novo Mapa Judiciário ameaça fechar dezenas de Tribunais.
Mais uma vez, o povo ameaça sair à rua pela defesa da manutenção destes equipamentos.

Já o tinha feito com as escolas, e depois disso, com os Centros de Saúde.

Convém conhecer o problema, na origem de todos estes males: despovoamento.

Sem pessoas, os serviços públicos tendem a encerrar. É tudo uma questão de tempo.
Não podemos ter aldeias com uma familia, um médico, um professor e um presidente de junta, se todos forem pagos pelos contribuintes.

Pelo lado do Estado, sabemos que as contas públicas não conhecem outra realidade (no periodo democrático) para além do Défice Orçamental, o que provocou um crescimento de 600% da dívida pública em percentagem do PIB, 1975-2010, conforme gráfico.
O crescimento da divida externa líquida entre 1996 e 2009 foi de 1000%, para o qual contribui em grande medida o endividamento com o crédito hipotecário, as PPPs e o sector empresarial do Estado.

A par da necessidade das medidas de repovoamento das áreas despovoadas, só possível com a instalação de empresas geradoras de riqueza e postos de trabalho, importa organizar respostas ao nível regional, sob pena de semearmos regiões-fantasma.

Todas as regiões portuguesas necessitam dos diversos serviços de apoio à população, mas tal não implica a replicação de todas estas infraestruturas pelos 308 concelhos portugueses.

O esforço das empresas portuguesas no reequilíbrio da balança comercial, consequência de políticas continuadas pelos últimos governos, não será suficiente para ultrapassar a actual conjuntura económica.
É urgente que o Estado consiga viver de acordo com as possibilidades da sua economia.

Monday, June 11, 2012

Poderemos viver com menos?


As carteiras dos portugueses têm menos dinheiro. Isso significa que vamos viver pior?

Foram três décadas de défices. O termo "défice" deixou de afectar consciências políticas: tornou-se tão banal como o termo "economia".

A consequência natural é que vamos viver com menos. Ao valor da nossa produção, serão deduzidos os custos de amortização e juros da dívida criada. Parte da produção vai estar ao seu serviço.

As pessoas vão regressar à sua categoria de Seres Humanos, por oposição à era passada de "Teres Humanos"(*).

Viveremos pior em casa arrendada por oposição à casa própria, quando sabemos que essa autonomia permitirá maior mobilidade geográfica?

Qual o tipo de mobilidade para o nosso futuro? Veiculo poluente e individual? Quais as consequências de uma mobilidade ciclável para a nossa saúde e bem estar?

Os portugueses tinham tradição em campismo. As últimas décadas foram marcadas pela apogeu da hotelaria.
O que poderemos esperar do regresso dos portugueses às férias campistas? Menor qualidade de vida?

(*) Zé Pedro Cobra